[Resenha] A Dama de Papel - Catarina Muniz


Nº de Páginas: 256
Autor: Catarina Muniz
Editora: Universo dos Livros
Publicado em: 2015
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Ela ousou viver uma paixão proibida, intensa e sensual..."
A Dama de Papel é um romance de época nacional que conta com uma história bem surpreendente e que me envolveu muito com as reflexões que a leitura me fez ter sobre a vida. Publicado em 2015 pela editora Universo dos Livros, a minha edição foi ganha num sorteio há um bom tempo e a #MML2018 me fez finalmente tirá-lo da estante.


Em A Dama de Papel somos apresentados à Melinda Scott Williams, ela não é uma tipica garota de classe alta da era vitoriana que tem todos os ensinamentos necessários para ser uma boa esposa e que tem como maior sonho encontrar um marido rico e com prestígio na sociedade. Ela não aceita que esse seja o seu futuro e toma uma importante decisão quando sua mão é prometida à um velho rico. 

Melinda foge de casa com apenas algumas joias e com muita sede de aventurar-se no mundo, de ter a responsabilidade pelo seu futuro e a liberdade de tomar suas próprias decisões. Passa então a ser conhecida como Molly, uma prostituta que logo consegue administrar seu próprio bordel com uma infinidade de clientes para si mesma e para as garotas que vivem lá.

Mesmo que para muitos a profissão seja desonrosa, Molly adora poder controlar sua vida e mesmo com os clientes mais sujos e brutos tomando seu corpo, ela não consegue se arrepender de sua decisão e ama o prazer de poder escolher com quem ficar e o que fazer com sua vida.


Conforme a reputação dela cresce novos clientes aparecem e um deles mudaria sua vida. Charles O' Connor é um homem casado mas que se sente infeliz e sem desejos pela mulher, mas fica curioso quando descobre sobre a mulher selvagem que tanto se fala nas rodas de amigos. Quando então ele vai ao seu encontro e recebe todo o prazer e carinho que o corpo de Molly pode oferecer ele fica viciado e logo faz uma proposta à dama.

Charles escreve diversos textos sobre seus pensamentos em relação à prostituta e também tudo o que ela o faz sentir sempre que estão juntos, mas acaba perdendo esses papéis que se espalham pela sociedade e aumentam ainda mais a libido tanto dos homens quanto das mulheres que os leem. 
Ela, uma desavergonhada primtiva;
eu, homem das cavernas.
Ah, que doce sofrimento me foi proporcionado."
Molly e Charles acabam se apaixonando mas têm diversos obstáculos a serem ultrapassados para que eles possam realmente ficar juntos. Será que ele vai realmente conseguir fazê-la feliz quando tem tanto ciúmes e quando quer que ela se transforme na boa esposa que ela tanto fugiu ser? E quanto à sua liberdade tão duramente conquistada? Será que Charles realmente se apaixonou sabendo aonde estava se metendo? 

Catarina Muniz conseguiu criar um romance proibido bem diferente do esperado, o romance dos personagens é realmente algo esperado desde o inicio da leitura mas os acontecimentos que os unem e o final do livro foram algo realmente surpreendentes. 

Molly é uma personagem inspiradora, mesmo que possa haver alguns narizes empinados quanto à profissão que ela escolhe exercer não há dúvidas do quanto ela é forte e independente. Mesmo tendo tudo o que o dinheiro possa comprar ela escolhe exatamente aquilo que todos buscam mas ninguém consegue enxergar: a liberdade de ser feliz. Ela é dona de seu próprio destino e mesmo tendo algumas dúvidas quanto à ele sabe que é livre para tentar quantas vezes for preciso.
Como é bela, Katherine, Minha Katherine! Tenho uma das mais belas e delicadas damas aqui presentes. De que me importa se Michael deitou com aquela vagabunda? De que me importa se esses outros velhos, praticamente mortos-vivos, também a procurarem? Provei do seu mel e já me basta! Tenho Katherine, Minha Katherine." - Aqui fica exemplificado o quanto os homens sentem ter o controle e possuírem suas esposas... 
A valorização dessa liberdade de escolha me fez refletir muito sobre como somos condicionados à tomar decisões sempre levando em conta o que a sociedade irá pensar, ao que os familiares irão comentar nas reuniões de família e também é claro, em como o futuro parceiro irá enxergar isso, principalmente as mulheres.

A Dama de Papel foi uma leitura agradável e rápida que eu fiquei envolvida do começo ao fim e confesso ter ficado aflita pensando que a personagem fosse tomar uma decisão muito ruim mas que no final foi a melhor e mais inspiradora possível. Indico muito a leitura desse livro mas lembro que tem cenas mais picantes, então fica o aviso para não ser dado às crianças. 

Sobre a autora:

Catarina Muniz é uma escritora brasileira de drama, romance e ficção, autora de O Segredo de Montenegro. É formada em Relações Públicas na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e aprecia a escrita desde a adolescência, mas apenas em 2012, após alguns problemas pessoais e de saúde, decidiu seguir escrever seu primeiro drama, republicado pela editora O Tordo Editorial.
No início de 2015, a autora fechou contrato com a Universo dos Livros para a publicação do seu segundo livro, um romance de época intitulado “A Dama de Papel”, a ser lançado no final de 2015. Atualmente, Catarina Muniz trabalha no seu quarto romance, sem título divulgado

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